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Cirurgias

Prótese de quadril: como é a cirurgia e quando ela é indicada

18 de março de 202610 min de leitura
Ilustração anatômica de uma prótese total de quadril implantada no fêmur e no acetábulo.
Dr. Carlos De Nigris González

Dr. Carlos De Nigris González

Ortopedista · Especialista em Cirurgia do Quadril

A prótese total de quadril é considerada uma das cirurgias mais bem-sucedidas da medicina moderna. Ela substitui a articulação desgastada por componentes de metal, polietileno e cerâmica, devolvendo função e eliminando a dor em mais de 95% dos pacientes operados por cirurgiões experientes.

Quando a prótese é realmente indicada

A indicação principal é a artrose avançada com dor incapacitante e falha do tratamento conservador bem conduzido. Mas existem outras condições que também podem levar à cirurgia.

  • Artrose primária ou secundária avançada do quadril.
  • Necrose avascular da cabeça femoral com colapso.
  • Fraturas desviadas do colo do fêmur em adultos.
  • Artrite reumatoide e outras artrites inflamatórias.
  • Sequelas de displasia do desenvolvimento do quadril.
  • Falha de cirurgias anteriores de preservação articular.
Componentes da prótese total de quadril posicionados no fêmur e na pelve.
Os componentes da prótese substituem a cabeça do fêmur e o acetábulo desgastados, restaurando a biomecânica natural do quadril.

Como é a cirurgia por via anterior

Na via anterior, o cirurgião acessa a articulação por um plano natural entre músculos, sem seccioná-los. Isso reduz drasticamente a dor pós-operatória, o sangramento e o risco de luxação.

A cirurgia dura em média 1 a 2 horas. É realizada com anestesia raquidiana associada à sedação, em ambiente cirúrgico de alta complexidade e com auxílio de mesa ortopédica e fluoroscopia para posicionamento exato dos componentes.

O que esperar nas primeiras 48 horas

A recuperação moderna prioriza mobilização precoce. Na maioria dos casos o paciente já caminha no mesmo dia da cirurgia.

  • Levantar e caminhar com andador algumas horas após o procedimento.
  • Controle de dor com bloqueios anestésicos e analgesia multimodal.
  • Profilaxia para trombose venosa e antibiótico conforme protocolo.
  • Alta hospitalar geralmente em 24 a 48 horas.

Materiais modernos e durabilidade

As próteses contemporâneas combinam haste e taça de titânio com superfícies de fricção cerâmica e polietileno altamente reticulado, que apresentam desgaste mínimo ao longo das décadas.

Estudos de longo prazo mostram sobrevida superior a 90% das próteses em 20 anos, quando bem implantadas. A escolha do par tribológico considera idade, nível de atividade e expectativa funcional.

Riscos — falar sobre eles é parte do processo

  • Infecção (menos de 1% em cirurgias eletivas com protocolo adequado).
  • Trombose venosa profunda, prevenida com medicação e mobilização precoce.
  • Luxação, muito reduzida na via anterior.
  • Diferença residual de comprimento dos membros, geralmente milimétrica e bem tolerada.
  • Soltura asséptica em longo prazo (rara com técnica e materiais modernos).

Perguntas frequentes

Quanto tempo até voltar a dirigir?

Em geral entre 3 e 6 semanas, dependendo do lado operado, do uso de medicamentos e da resposta funcional individual.

Posso correr ou jogar futebol depois?

Atividades de alto impacto são desencorajadas. Caminhada, ciclismo, golfe, natação e musculação são liberadas e estimuladas.

A cirurgia dói muito?

Com bloqueios anestésicos modernos e analgesia multimodal, a dor pós-operatória é significativamente menor do que a maioria dos pacientes imagina.

A escolha de um cirurgião experiente em via anterior é determinante para acelerar o retorno às atividades, reduzir complicações e maximizar a durabilidade do implante.

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