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Doenças

Impacto femoroacetabular: a dor no quadril do jovem atleta

12 de dezembro de 20259 min de leitura
Ilustração do impacto femoroacetabular, mostrando os tipos CAM e Pincer.
Dr. Carlos De Nigris González

Dr. Carlos De Nigris González

Ortopedista · Especialista em Cirurgia do Quadril

O impacto femoroacetabular (FAI, do inglês Femoroacetabular Impingement) acontece quando há atrito anormal entre a cabeça do fêmur e a borda do acetábulo durante o movimento, lesando progressivamente cartilagem e labrum. É uma das principais causas de dor na virilha em jovens e atletas.

Tipos de impacto

  • CAM: protuberância óssea na junção da cabeça com o colo do fêmur. Mais comum em homens jovens e atletas.
  • Pincer: cobertura excessiva do acetábulo sobre a cabeça femoral. Mais comum em mulheres de meia-idade.
  • Misto: combina características dos dois tipos — corresponde à maioria dos casos.
Tipos CAM e Pincer de impacto femoroacetabular.
No FAI tipo CAM, há protuberância óssea no fêmur. No tipo Pincer, o acetábulo recobre demais a cabeça femoral.

Sintomas

  • Dor na virilha em atividades de flexão profunda do quadril.
  • Dor ao agachar, sentar em cadeira baixa ou cruzar as pernas.
  • Sensação de bloqueio, estalido ou “travadinha” no quadril.
  • Dor após permanecer muito tempo sentado.
  • Piora progressiva da performance esportiva.

Por que é importante tratar cedo

O atrito repetido lesa o labrum e a cartilagem articular ao longo dos anos. Quando não tratado, é uma das principais causas de artrose precoce do quadril em adultos com 40-50 anos.

Identificar o problema cedo e tratar conservadoramente — e cirurgicamente quando necessário — pode preservar a articulação por décadas.

Tratamento

  • Fisioterapia para correção de padrões de movimento e fortalecimento profundo do core e glúteos.
  • Ajuste de carga e técnica em esportes.
  • Anti-inflamatórios e infiltrações intra-articulares em crises.
  • Artroscopia para correção do conflito ósseo e reparo do labrum, quando há lesão estrutural e a dor persiste apesar do tratamento conservador.

Perguntas frequentes

Todo paciente com FAI precisa operar?

Não. Muitos pacientes melhoram com fisioterapia bem orientada. A cirurgia é indicada quando há lesão estrutural e falha do tratamento conservador.

Posso continuar treinando com FAI?

Sim, com ajustes. Reduzir flexões profundas e melhorar a ativação dos glúteos costuma controlar a dor enquanto a investigação avança.

Tratar o impacto precocemente reduz o risco de artrose secundária décadas mais tarde — e mantém o atleta em atividade por muito mais tempo.

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